São objetivos
da escola e das famílias em geral proporcionar às crianças o acesso ao
conhecimento e a formação de indivíduos críticos, comprometidos consigo mesmos
e com a sociedade, capazes de interferir modificando a realidade,
auto-motivados e aptos a buscar o aprendizado e o aperfeiçoamento contínuos, o
que passa pela formação de leitores competentes.
É fato sabido que várias gerações têm demonstrado não
apenas o desinteresse pela leitura, mas também a incapacidade de fazê-la
coerentemente, compreendendo um texto em profundidade, o que inegavelmente
limita o indivíduo em suas possibilidades de acesso ao conhecimento
culturalmente constituído.
Portanto, é tarefa urgente dos pais e da escola, em todos
os níveis, buscar maneiras de estimular, mais do que a capacidade de ler, o
prazer pela leitura. Apenas proporcionando aos seus sujeitos o prazer da
leitura, poderemos construir as competências necessárias para a compreensão e
produção.
Pensadores como Paulo Freire apontam para o
reconhecimento de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra e da
escrita, isso implica dizer que a leitura em si nada significa se não aplicada
a vida real ao cotidiano dos trabalhadores. Assim, denota-se que o não
desenvolvimento de bons leitores limita as possibilidades de leitura de mundo e
de uma intervenção na realidade social. É nesse sentido que se fala que a
ignorância das massas interessa a cínica elite capitalista internacional e
brasileira. A leitura e, portanto a interpretação do real são instrumentos
“perigosos” quando dispostos nas mãos da população. Perigosos porque ameaçam o
conformismo e imensa desigualdade social.
Na intenção de desenvolver, desde os princípios da
educação infantil – hábito e o prazer pela leitura – a educação infantil e do
ensino fundamental (6º ao 9º ano) deve oferecer mediante livros e textos
variados condições de acesso ao que há de melhor da produção cultural e
literária nacional e estrangeira. Sabe-se que a leitura de mundo faz-se
mediante a leitura de diversas fontes ou gêneros textuais, e como se costuma
dizer – mídias. Mesmo se tratando de uma criança, esta se deve fazer presente,
sentir-se sujeito da história, não apenas “figurante”.
Filmes, músicas, histórias em quadrinhos, fábulas e
outras formas narrativas podem ser um excelente estimulante da leitura e
consequentemente da interpretação textual para as crianças e até mesmo para os
adultos que estão a desenvolver sua capacidade comunicativa.
Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes
Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes
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