sexta-feira, 27 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
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henriqueprocampo@gmail.com
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Alunos de Letras do Procampo fazem Sarau em Arapiraquinha
Na manhã de sábado (14/03), os alunos
do curso de Línguas, Artes e Literatura do Procampo, se reuniram com os
Professores Sanádia Santos e Rogério de Oliveira, sob a coordenação do
Professor Carlos Henrique Nunes para a realização de um momento ímpar em suas
formações - Um Sarau (recital de poesia).
O evento ocorreu, na Arapiraquinha (biblioteca pública)
localizada em frente ao lar São Domingos Sávio, no bairro Novo Horizonte. Cada
aluno recebeu um poema a cerca de uma semana. Estes estudaram o mesmo, fizeram
uma interpretação (análise escrita), e ensaiaram para fazer uma performance ou
leitura dramática dos textos selecionados entre os próprios alunos. Cada um
escolhera aquela poesia a qual se identificou, cujos temas variaram do amor, a
questões existenciais, à política. Foi um momento de aprender com prazer, de
entretenimento e reflexão.
O objetivo deste tipo de atividade é despertar o gosto pela leitura, e mostrar
que através da leitura expressiva e performática do texto, este ganha nova
vida, novas cores. Após algumas rodadas de leitura e interpretação, os alunos
eram convidados, instigados a debate os elementos textuais e estéticos
presentes alí, em cada poema. Este Sarau é o começo de uma parceria que se
espera dar muitos frutos, e que outros cursos e instituições, a exemplo do Procampo/Uneal
também possam dar movimento e apoio a este lugar, que pode a médio e longo
prazo ser um espaço de difusão do saber, sobretudo, no que tange a Literatura.
Um ambiente organizado, repleto de livros, climatizado, com espaço para
leitura, pesquisa e exibição de vídeos. Com o envolvimento dos cursos de
graduação e uma agenda de atividades, pode-se através deste levar mais cultura
e conhecimento para a população.
A criação das Arapiraquinhas foi uma ótima iniciativa da Prefeitura Municipal e
Secretária Municipal de Educação. Já que a temos, devemos cuidar e
utilizá-la da melhor maneira possível. Foi emocionante ver que nossos
alunos/professores se empenharam, e muitos memorizaram e aprenderam os poemas,
tanto que os leram sem o auxílio deste por escrito.
Ao final das apresentações o professor mestre em Literatura, Rogério Oliveira,
faz uma breve explanação a respeito da importância da leitura na formação dos
alunos, bem como o papel que a literatura pode ter em suas vidas e no dia-a-dia
de suas aulas, como esta pode dar novo sentido e encantamento ao ensino de
língua portuguesa e literatura no ensino fundamental e médio. O professor ainda
acrescentou que "todos os textos dialogam de alguma forma entre si, e que características
típicas de estilos e épocas literárias podem ser identificadas nos poemas
lidos".
A profa. Especialista em Língua portuguesa, Sanádia Santos, destacou a
importância do trabalho desenvolvido pelo governo municipal, agradecendo em
nome da prof. Eliane Bezerra. E chamou a atenção dos alunos para um aspecto
fundamental da interpretação textual, que é saber a origem daquele texto, para
entender as condições de produção dos mesmo. E aí veio a surpresa. A professora
havia falado para os alunos do Procampo havia uma semana, que o autor estaria
lá para conversar com eles sobre poesia e produção textual. Mas até então, os
alunos estavam a espera do autor daqueles poemas que eles estudaram e
recitaram, então, veio a revelação por parte da Profa. Sanádia: "O autor
ou autora já está aqui!". Clima de mistério, um olha para o outro, e
enfim, ela diz: "O autor é o Prof. Carlos Henrique!"
Depois disso, todos surpresos, o parabenizaram pelo livro. O qual foi publicado
em 2011, mas com apenas quinhentas cópias, esgotadas desde 2012. Em círculo, os
alunos e professores fizeram perguntas sobre poesia e sobre o livro intitulado Protestos
e Declaração de Amor, que transita da poesia lírica, a poesia existencial e
engajada. O autor se emocionou bastante em ver seus alunos ali, com seus poemas
na "ponta-da-língua", e incentivou-lhes a também se tornarem
produtores textuais e escritores, e finalizou dizendo: "todos temos
coisas importantes para dizer, e as pessoas querem e precisam ouvi-las, sejamos
formadores de opinião, que nossos textos e nossa arte abram espaço para a
sensibilidade e conscientização de nossos alunos e da comunidade que
abraçamos".
quarta-feira, 11 de março de 2015
Alfabetização e letramento: da leitura do texto ao contexto
São objetivos
da escola e das famílias em geral proporcionar às crianças o acesso ao
conhecimento e a formação de indivíduos críticos, comprometidos consigo mesmos
e com a sociedade, capazes de interferir modificando a realidade,
auto-motivados e aptos a buscar o aprendizado e o aperfeiçoamento contínuos, o
que passa pela formação de leitores competentes.
É fato sabido que várias gerações têm demonstrado não
apenas o desinteresse pela leitura, mas também a incapacidade de fazê-la
coerentemente, compreendendo um texto em profundidade, o que inegavelmente
limita o indivíduo em suas possibilidades de acesso ao conhecimento
culturalmente constituído.
Portanto, é tarefa urgente dos pais e da escola, em todos
os níveis, buscar maneiras de estimular, mais do que a capacidade de ler, o
prazer pela leitura. Apenas proporcionando aos seus sujeitos o prazer da
leitura, poderemos construir as competências necessárias para a compreensão e
produção.
Pensadores como Paulo Freire apontam para o
reconhecimento de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra e da
escrita, isso implica dizer que a leitura em si nada significa se não aplicada
a vida real ao cotidiano dos trabalhadores. Assim, denota-se que o não
desenvolvimento de bons leitores limita as possibilidades de leitura de mundo e
de uma intervenção na realidade social. É nesse sentido que se fala que a
ignorância das massas interessa a cínica elite capitalista internacional e
brasileira. A leitura e, portanto a interpretação do real são instrumentos
“perigosos” quando dispostos nas mãos da população. Perigosos porque ameaçam o
conformismo e imensa desigualdade social.
Na intenção de desenvolver, desde os princípios da
educação infantil – hábito e o prazer pela leitura – a educação infantil e do
ensino fundamental (6º ao 9º ano) deve oferecer mediante livros e textos
variados condições de acesso ao que há de melhor da produção cultural e
literária nacional e estrangeira. Sabe-se que a leitura de mundo faz-se
mediante a leitura de diversas fontes ou gêneros textuais, e como se costuma
dizer – mídias. Mesmo se tratando de uma criança, esta se deve fazer presente,
sentir-se sujeito da história, não apenas “figurante”.
Filmes, músicas, histórias em quadrinhos, fábulas e
outras formas narrativas podem ser um excelente estimulante da leitura e
consequentemente da interpretação textual para as crianças e até mesmo para os
adultos que estão a desenvolver sua capacidade comunicativa.
Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes
Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes
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