sábado, 14 de março de 2015

Nega Fulô - Rogerio Dias - Fagner Dubrown (Jorge de Lima)

Pedro Cardoso detona a globo

Caio Blat desabafa sobre a farsa das "promoções culturais" na Globo

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Alunos de Letras do Procampo fazem Sarau em Arapiraquinha

        

        Na manhã de sábado (14/03), os alunos do curso de Línguas, Artes e Literatura do Procampo, se reuniram com os Professores Sanádia Santos e Rogério de Oliveira, sob a coordenação do Professor Carlos Henrique Nunes para a realização de um momento ímpar em suas formações - Um Sarau (recital de poesia).
       O evento ocorreu, na Arapiraquinha (biblioteca pública) localizada em frente ao lar São Domingos Sávio, no bairro Novo Horizonte. Cada aluno recebeu um poema a cerca de uma semana. Estes estudaram o mesmo, fizeram uma interpretação (análise escrita), e ensaiaram para fazer uma performance ou leitura dramática dos textos selecionados entre os próprios alunos. Cada um escolhera aquela poesia a qual se identificou, cujos temas variaram do amor, a questões existenciais, à política. Foi um momento de aprender com prazer, de entretenimento e reflexão.
        O objetivo deste tipo de atividade é despertar o gosto pela leitura, e mostrar que através da leitura expressiva e performática do texto, este ganha nova vida, novas cores. Após algumas rodadas de leitura e interpretação, os alunos eram convidados, instigados a debate os elementos textuais e estéticos presentes alí, em cada poema. Este Sarau é o começo de uma parceria que se espera dar muitos frutos, e que outros cursos e instituições, a exemplo do Procampo/Uneal também possam dar movimento e apoio a este lugar, que pode a médio e longo prazo ser um espaço de difusão do saber, sobretudo, no que tange a Literatura. Um ambiente organizado, repleto de livros, climatizado, com espaço para leitura, pesquisa e exibição de vídeos. Com o envolvimento dos cursos de graduação e uma agenda de atividades, pode-se através deste levar mais cultura e conhecimento para a população.
       A criação das Arapiraquinhas foi uma ótima iniciativa da Prefeitura Municipal e Secretária Municipal  de Educação. Já que a temos, devemos cuidar e utilizá-la da melhor maneira possível. Foi emocionante ver que nossos alunos/professores se empenharam, e muitos memorizaram e aprenderam os poemas, tanto que os leram sem o auxílio deste por escrito.
       Ao final das apresentações o professor mestre em Literatura, Rogério Oliveira, faz uma breve explanação a respeito da importância da leitura na formação dos alunos, bem como o papel que a literatura pode ter em suas vidas e no dia-a-dia de suas aulas, como esta pode dar novo sentido e encantamento ao ensino de língua portuguesa e literatura no ensino fundamental e médio. O professor ainda acrescentou que "todos os textos dialogam de alguma forma entre si, e que características típicas de estilos e épocas literárias podem ser identificadas nos poemas lidos".
      A profa. Especialista em Língua portuguesa, Sanádia Santos, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo governo municipal, agradecendo em nome da prof. Eliane Bezerra. E chamou a atenção dos alunos para um aspecto fundamental da interpretação textual, que é saber a origem daquele texto, para entender as condições de produção dos mesmo. E aí veio a surpresa. A professora havia falado para os alunos do Procampo havia uma semana, que o autor estaria lá para conversar com eles sobre poesia e produção textual. Mas até então, os alunos estavam a espera do autor daqueles poemas que eles estudaram e recitaram, então, veio a revelação por parte da Profa. Sanádia: "O autor ou autora já está aqui!". Clima de mistério, um olha para o outro, e enfim, ela diz: "O autor é o Prof. Carlos Henrique!"
        Depois disso, todos surpresos, o parabenizaram pelo livro. O qual foi publicado em 2011, mas com apenas quinhentas cópias, esgotadas desde 2012. Em círculo, os alunos e professores fizeram perguntas sobre poesia e sobre o livro intitulado Protestos e Declaração de Amor, que transita da poesia lírica, a poesia existencial e engajada. O autor se emocionou bastante em ver seus alunos ali, com seus poemas na "ponta-da-língua", e incentivou-lhes a também se tornarem produtores textuais e escritores, e finalizou dizendo:  "todos temos coisas importantes para dizer, e as pessoas querem e precisam ouvi-las, sejamos formadores de opinião, que nossos textos e nossa arte abram espaço para a sensibilidade e conscientização de nossos alunos e da comunidade que abraçamos".

quarta-feira, 11 de março de 2015

Alfabetização e letramento: da leitura do texto ao contexto

São objetivos da escola e das famílias em geral proporcionar às crianças o acesso ao conhecimento e a formação de indivíduos críticos, comprometidos consigo mesmos e com a sociedade, capazes de interferir modificando a realidade, auto-motivados e aptos a buscar o aprendizado e o aperfeiçoamento contínuos, o que passa pela formação de leitores competentes.
            É fato sabido que várias gerações têm demonstrado não apenas o desinteresse pela leitura, mas também a incapacidade de fazê-la coerentemente, compreendendo um texto em profundidade, o que inegavelmente limita o indivíduo em suas possibilidades de acesso ao conhecimento culturalmente constituído.
            Portanto, é tarefa urgente dos pais e da escola, em todos os níveis, buscar maneiras de estimular, mais do que a capacidade de ler, o prazer pela leitura. Apenas proporcionando aos seus sujeitos o prazer da leitura, poderemos construir as competências necessárias para a compreensão e produção.
            Pensadores como Paulo Freire apontam para o reconhecimento de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra e da escrita, isso implica dizer que a leitura em si nada significa se não aplicada a vida real ao cotidiano dos trabalhadores. Assim, denota-se que o não desenvolvimento de bons leitores limita as possibilidades de leitura de mundo e de uma intervenção na realidade social. É nesse sentido que se fala que a ignorância das massas interessa a cínica elite capitalista internacional e brasileira. A leitura e, portanto a interpretação do real são instrumentos “perigosos” quando dispostos nas mãos da população. Perigosos porque ameaçam o conformismo e imensa desigualdade social.
            Na intenção de desenvolver, desde os princípios da educação infantil – hábito e o prazer pela leitura – a educação infantil e do ensino fundamental (6º ao 9º ano) deve oferecer mediante livros e textos variados condições de acesso ao que há de melhor da produção cultural e literária nacional e estrangeira. Sabe-se que a leitura de mundo faz-se mediante a leitura de diversas fontes ou gêneros textuais, e como se costuma dizer – mídias. Mesmo se tratando de uma criança, esta se deve fazer presente, sentir-se sujeito da história, não apenas “figurante”.

            Filmes, músicas, histórias em quadrinhos, fábulas e outras formas narrativas podem ser um excelente estimulante da leitura e consequentemente da interpretação textual para as crianças e até mesmo para os adultos que estão a desenvolver sua capacidade comunicativa.

Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes